Pureza Racial 3

 

Visitando-se o site: “http://www.renascebrasil.com.br/f_criador2.htm”, lemos num determinado trecho, o seguinte:

                        “Origem das raças: As mutações, as recombinações gênicas, a seleção natural, as diferenças de ambiente, os movimentos migratórios e o isolamento tanto geográfico, como reprodutivo, concorrem para alterar a freqüência dos genes nas populações de animais e são, assim, os principais fatores de evolução.

                        Duas raças geograficamente isoladas evoluem independentemente e se diversificam cada vez mais, até que as diferenças nos órgãos reprodutores, ou nos instintos sexuais, ou no número de cromossomos, sejam grandes a ponto de tornar os cruzamentos entre elas impossível ou, quando possível, produzir prole estéril. Com isso, as duas raças transformam-se em espécies distintas, isto é, populações incapazes de trocar genes. Daí por diante, mesmo que as barreiras venham a desaparecer e as espécies passem a compartilhar o mesmo território, não haverá entre elas cruzamentos viáveis. As duas espécies formarão, para sempre, unidades biológicas estanques, de destinos evolutivos diferentes.

                        Se, entretanto, o isolamento geográfico entre duas raças é precário e desaparece depois de algum tempo, o cruzamento entre elas tende a obliterar a diferenciação racial e elas se fundem numa mesma espécie, monotípica, porém muito variável. É o que está acontecendo com a espécie humana, cujas raças se diferenciaram enquanto as barreiras naturais eram muito difíceis de vencer e quase chegaram ao ponto de formar espécies distintas, mas os meios de transporte, introduzidos pela civilização, aperfeiçoaram-se ANTES que se estabelecessem mecanismos de isolamento reprodutivos que tornassem o processo irreversível. Os cruzamentos inter-raciais tornaram-se freqüentes e a humanidade está amalgamando numa espécie cada vez mais homogênea, mas com GRANDES VARIAÇÕES.

                        Populações que se intercruzam amplamente podem apresentar pequenas diferenças genéticas, mas as populações isoladas por longo tempo desenvolvem diferenças consideráveis.

                        Em teoria, raças são populações de uma mesma espécie que diferem quanto à freqüência dos genes, mesmo que essas diferenças sejam pequenas. A divisão da humanidade em determinado número de raças é ARBITRÁRIA; o importante é reconhecer que a espécie humana, como as demais, está dividida em alguns grupos raciais maiores que, por sua vez, se subdividem em raças menos distintas, e a subdivisão continua até se chegar a populações que quase não apresentam diferenças.

                        As subespécies representam o último evolutivo na diferenciação dos mecanismos de isolamento reprodutivo. São, portanto, distinguíveis por apresentarem certas características em freqüência bem diferentes. Não se cruzam por estarem separadas, mas são capazes de reproduzir híbridos férteis, se colocadas juntas.

                        Por esse critério, que é aceito pela biologia moderna, os nativos da África e da Selva Amazônica, por exemplo, são raças que atingiram plenamente o nível de subespécies. O mesmo pode-se dizer dos italianos e dos esquimós, etc., más não há grupos biológicos que não se intercruzam habitualmente na natureza, mesmo quando os indivíduos habitam o mesmo território.

                        Resumo extraído de enciclopédias.

                        Projeto Renasce Brasil.

 

 

                        Visitando-se o site: http://www.bahai.org.br/racial/zumbi.html , lemos num determinado trecho, o seguinte:

.                       “Distância Genética.

.                       Chegam então os BIÓLOGOS e imaginam uma medida chamada “distância genética”. Esta distância é tanto maior quanto maior for a diferença entre os patrimônios genéticos de duas ou mais POPULAÇÕES comparadas. A conclusão é clara: a HUMANIDADE não pode ser classificada em raças pela SIMPLES COMPARAÇÃO DOS PATRIMÔNIOS GENÉTICOS, chegando François Jacob, PRÊMIO NOBEL de BIOLOGIA, a afirmar categoricamente: “O CONCEITO DE RAÇA É, PARA NOSSA ESPÉCIE, NÃO OPERACIONAL”.

 

                        Comentários e observações sobre o último trecho supra, de autoria deste signatário:

                        Vejam que o Prêmio Nobel é um prêmio conferido para figuras que se destacaram à nível internacional nas suas respectivas áreas de atuação. É um dos prêmios de maior conceituação mundial, se não for o maior entre todos.

                        Vejam que há enormes dificuldades da ciência genética em conseguir fazer uma separação, por mais simples que seja, de genes entre as populações do mundo, ou seja, entre os “distintos” povos, que são diferentes em tamanho, em cores da pele, em idioma, em ocupação territorial, em forma de governo, em medidas cranianas, em formato dos olhos, nas cores de cabelo, etc., porém, quanto ao patrimônio genético, nem o mais “expert” entre os “experts” em BIOLOGIA no mundo todo consegue distinguir diferenças genéticas, pois se enfrenta enormes dificuldades técnicas para tal feito. Frise-se que as dificuldades não são de ordem econômico-financeira, nem de ordem de falta de interesse das pessoas que governam alguns Países, nem de falta de dedicação e inteligência humana dos cientistas/biólogos, nem de falta ou escassez de material para estudo. Não, não é nada disso, a dificuldade maior e única está em se conseguir estabelecer uma diferença CIENTÍFICA entre os genes das pessoas que são classificadas pelos LEIGOS, não cientistas, como sendo de Raças diferentes.

                        Em vista do acima exposto, reitero: sempre, sempre mesmo, ao qualificarmos um cão FB não devemos usar JAMAIS a palavra “puro”, ou “mestiço”, devemos usar as expressões corretas de típico ou atípico, cotejando o exemplar com as descrições fenotípicas e comportamentais do Padrão Racial da CBKC/FCI em vigor e, na medida do possível, dentro das limitações individuais, procurem apontar as características que mais se desviam do ideal, e as que estão mais próximas.

                        Devemos deixar os maiores “SÁBIOS” adeptos do clube dissidente continuarem com a teoria do “puro” e do “mestiço”.

                        O conceito da ciência genética sobre o termo Raça “Pura”, continuará por um bom tempo a ser igual aquele que colocamos nos primeiros artigos deste tema, qual seja: Raça PURA de cães é a CONVENÇÃO entre os criadores regulares que diz que: “é o conjunto de animais da mesma espécie (no caso, canina), que são semelhantes entre si, e que se reproduzem sexualmente, gerando produtos/filhote (s) semelhante (s) aos reprodutores/pais, que concomitantemente estão registrados como sendo daquela respectiva Raça no Livro de Registros do SRG (Serviço de Registros Genealógico) do sistema cinófilo oficial que é reconhecido pelos demais Países (CBKC/FCI) e que possuem todas as características fenotípicas essenciais àquela “Raça” específica, devidamente assinaladas no Padrão Racial da FCI/CBKC e, simultaneamente, também não apresentem nenhuma característica dentre as classificadas como faltas desqualificantes citadas no mesmo documento (Padrão)”.

                        Cão Fila Brasileiro pode ser típico ou atípico, conforme se enquadrar dentro do Padrão Racial oficial que seja reconhecido por outros Países. Quanto mais e melhor se “encaixar” dentro da descrição do Padrão, mais típico será.

.                       Quando alguém quiser fazer uma denúncia, que o faça especificando (identificando) quem é o autor do fato criminoso, quando ocorreu o fato e se esse “alguém” foi até uma Delegacia de Polícia e fez o devido depoimento e denúncia à autoridade de Plantão, apresentando o comprovante desse fato (cópia do depoimento). Nós já estamos cansados de ficar vendo leigos e pessoas de má fé, ou com interesses mercantis ou excusos, querendo “iludir” algum provável comprador de FB, com essas “balelas” de mestiçagem ou hibridação, aproveitando-se do noviciado, do desconhecimento ou inexperiência da provável “vítima”.

.                       Cidadão de “bem” deve cumprir seus deveres e exigir seus direitos.

.                       Acusações de crime de Fraude, juridicamente chamado de “Falsidade Ideológica”, igual o de “hibridação” na Raça Fila Brasileiro, sem provas técnicas, ou testemunhais, devidamente registradas na Delegacia de Polícia, perante o Delegado de Polícia respectivo, sem apontar o (s) autor (es), sem especificar as circunstâncias, tais como: data, local, etc., carecendo de dados mínimos para que a autoridade policial possa dar início aos procedimentos legais (instauração de Inquérito Policial, perícias e exames técnicos), devem ser ignoradas, pois, somente são feitas para atrair o foco das atenções, para atrair as “luzes da Ribalta”, para causar sensacionalismo, para denegrir a criação honesta, para denegrir a Raça Fila Brasileiro, para fins excusos ou mercantis, ou para tentar atingir pessoas honestas dedicadas à criação de FB.

.                       Convidamos àquele (s) que queira (m), à pretexto de procurar, ou expor, a “verdade”, a demonstrar a inexistência da cor preta, ou tigrada escura, na Raça FB, que redija (m) um documento com todo o embasamento genético, técnico/científico e/ou documental/histórico e as devidas provas, porventura existentes, que comprovem esse fato e o (s) encaminhe (m) à esta Sociedade Paulista do Fila Brasileiro (SPFB), que teremos a maior celeridade e presteza em divulgá-lo (s) e em publicá-lo (s) em nosso site, bem como, daremos o nosso apôio para que seja feito o devido encaminhamento ao Conselho Cinotécnico da CBKC/FCI, para que sejam adotadas as devidas providências no sentido de que sejam incluídas as alterações requeridas no Padrão Racial do Fila Brasileiro SE O DOCUMENTO ESTIVER FORMULADO COM COMPROVAÇÃO DO FATO OU COM BASES CIENTÍFICAS COMPROBATÓRIAS.

                        Ficar repetindo as mesmas frases, eternamente, igual a um “papagaio” bem adestrado, ou igual a um disco quebrado, não irá modificar o pensamento de ninguém, tentem “CONVENCER”, não tentem nos “VENCER” pelo cansaço. 

                        São Paulo, 01 de Outubro de 2009.

                                  

                                    Virgílio De Martella Orsi              
                                 
Canil
Vale do Aricanduva – SP.

Juiz de FB e grupos I, II, IV, V, VIII e X da CBKC/FCI.

 

 

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